SUGESTÃO DE ROTEIRO DE BIOSSEGURANÇA NAS ETAPAS LABORATORIAIS:

Higienização das mãos e uso de EPIs. A higienização das mãos é a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação de doenças, pois a pele é reservatório de diversos micro-organismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto ou indireto.

Abertura das caixas de trabalho – imprescindível uso dos Equipamentos de Proteção Individual:

  • Luvas descartáveis: sempre que houver possibilidade de contato com sangue e secreções.
  • Máscaras: durante a realização de procedimentos em que haja possibilidade de respingo de sangue, produtos químicos e outros fluidos corpóreos nas mucosas da boca, nariz e olhos, dê preferência ao modelo PFF2 com respiro.
  • Óculos de proteção e protetor facial: além de ser uma barreira de proteção tanto para fluidos, quanto a impactos físicos de partículas.
  • Touca descartável: evita a queda de cabelos nas áreas de procedimento, além de ser barreira mecânica contra a contaminação por secreções, aerossóis e outros produtos.
  • Avental: devem ser utilizados para que não haja possibilidade de contato com materiais biológicos e/ou químicos, bem como com superfícies contaminadas.
  • Sapatos fechados: proteção dos pés contra impactos de quedas de objetos, choques elétricos, agentes térmicos, químicos, cortantes e escoriantes.

Todos os materiais recebidos devem ser descontaminados: alginato, siliconas, borrachas, gesso, prótese de acrílico, outras próteses, etc…. Impressões devem ser lavadas com água corrente em abundância, antes da desinfecção para remover depósitos de saliva e sangue. NUNCA usar um jato de ar para não dissipar gotículas aerossóis pelo ambiente.

Recomenda-se o preparo da “Solução de Milton” com hipoclorito de sódio a 1%, (1 colher de sopa de água sanitária para 1 copo de 200ml de água filtrada). Borrifar a solução desinfetante em todo material e manter o molde fechado em um saco plástico por 10 minutos, após esse período lavar novamente com água corrente. A maioria dos estudos tem demonstrado que o hipoclorito de sódio 1% por 10 minutos é o método mais indicado para a desinfecção dos moldes em geral. Quando corretamente conduzido, não provoca alteração no mesmo, tampouco nas peças protéticas. Esse método é eficiente e econômico, porém outras opções também eficazes são: o uso do ácido peracético e clorexidina. Retorno de todo e qualquer trabalho após prova – repetir o mesmo procedimento. Se possível após a peça pronta ainda no laboratório, antes de ser enviada a clínica/consultório realizar mais uma desinfecção.

POLIMENTO: PASTA DE PEDRA POMES

O polimento de próteses em especial provisórios, parciais removíveis e totais, sem desinfecção anterior (pós prova do paciente), leva a um elevado nível de transferência de microrganismos para o profissional e sua equipe.

Considerada fonte potencial de contaminação cruzada visto que sem a desinfecção da peça, os microrganismos da flora oral do paciente, ficarão impregnados na “lama” de pedra pomes e, sucessivamente transferido para novas peças, continuando o ciclo de infecção cruzada. Partículas em aerossol contaminadas permanecerem no ar por longos períodos após o polimento, passível de transmissão de infecções (microrganismos patogénicos tais como leveduras e bactérias Gram-negativas, que podem causar infecções oculares e respiratórias), sendo sua aspiração e inalação por pessoas com endocardite e doenças respiratórias realmente perigosas.

Apesar de não ser possível eliminar todas as fontes de contaminação, medidas de prevenção podem ser tomadas. Mais uma vez a importância do uso de aventais, luvas e óculos, formando uma barreira protetora para o profissional, bem como o uso de tornos com escudos, a descontaminação dos feltros e sua troca regularmente.

A pasta de pedra pomes usada em conjunto com desinfetante (uma mistura simples de hipoclorito de sódio a 10%) é uma alternativa viável que reduz significamente a contaminação cruzada nos laboratórios de prótese. Na prática seria mais ou menos assim: para 100mg de pó, geralmente usa-se 25ml de água (10% de água sanitária seria 2,5ml – uma colher de café- misturada a água). Recomenda-se a troca da lama de pedra pomes, uma vez por semana. Trabalhar com menor quantidade e maior rotatividade do produto.

DESCARTE DE MATERIAL

Impressões enviadas ao laboratório pelos consultórios, independente do material utilizado é classificado como resíduo com risco biológico, que apresenta risco potencial à saúde e ao ambiente devido à presença de microrganismo. Por esta razão existem normas de gerenciamento para o descarte correto dos resíduos gerados, sendo responsabilidade do cirurgião-dentista a separação dos mesmos.

Não há na legislação brasileira leis direcionadas à classificação e descarte do lixo de Laboratórios de Prótese, portanto, ao receber estes materiais no laboratório, não os descartem em lixo comum devolva-os aos consultórios de forma consciente e responsável, para que ele faça o descarte através do serviço especial de coleta de lixo.

5 Responses to BIOSSEGURANÇA 2022 – Infecção Cruzada – Combate Microscópio – Parte 2
  1. Cleiton at Responder

    Adorei a matéria!

  2. Muito boa as dicas!

  3. Dicas excelentes!!!


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