Rev. FOB
V.7, n.1/2, p.7-14, jan./jun.1999
INFLUÊNCIA DE DIFERENTES DOSAGENS DE PÓ, PARA TRÊS ALGINATOS, NA ALTERAÇÃO LINEAR DE MODELOS DE GESSO PEDRA*
INFLUENCE OF DIFFERENT WATER/POWER RATIO, FOR THREE ALGINATES, IN STONE MODELS LINEAR CHANGES
Maria
Carmen Fonseca Serpa CARVALHO
Mestre e Doutoranda em Odontologia, área de Dentística, opção
Materiais Dentários, pela FOB-USP, como bolsista da CAPES.
César
Antunes de FREITAS
Professor Doutor da disciplina de Materiais Dentários, do Departamento
de Dentística, Endodontia e materiais Dentários da FOB-USP e da
disciplina de Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia de Lins
- UNIMEP.
Sérgio
Carvalho COSTA
Professor Assistente do Departamento de odontologia Restauradora da Faculdade
de Odontologia da UFMG, Mestre e Doutorando em Odontologia, área de Reabilitação
Oral pela FOB-USP.
* Resumo da dissertação apresentada à Faculdade de odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo, para obtenção do título de Mestre em Odontologia, área de dentística, opção Materiais Dentários.
Estudaram-se as alterações lineares de modelos de gesso pedra obtidos de moldes de três alginatos: Avagel (A), Hydrogum (H) e Jeltrate (J), em três diferentes modos de compactação do pó: não compactado (NC), suavemente compactado (SC) e fortemente compactado (FC). Foram feitas comparações analisando-se a distância entre duas marcas de uma placa metálica; o gesso também foi usado como material de moldagem para ser avaliado quanto à sua influência no processo, dada sua expansão normal de presa. Aceitando-se que a distância estudada expressa o tamanho dos modelos e moldes de gesso, a análise estatística dos resultados permitiu concluir que: 1- os moldes de gesso sempre foram maiores que o original (expansão média de 0,4%); 2- os modelos provenientes dos três alginatos também apresentaram-se maiores; 3- dentre estes modelos, comparando-os aos modelos de gesso, a maioria apresentou semelhança, com a condição JNC promovendo modelos maiores e ANC e HSC menores; 4- para um mesmo alginato, nas diferentes condições, a maioria dos modelos apresentou diferenças entre si e 5- para a mesma condição de compactação, os modelos, em sua maioria, apresentam diferenças entre si; o Hydrogum, na condição de suave compactação originou modelos de dimensões mais próximas do original.
UNITERMOS: Alginato, Gesso Pedra, Alteração dimensional.
Introdução
Desde a época da II Guerra Mundial, o hidrocolóide irreversível, ou alginato, é um material de moldagem muito utilizado nas várias áreas da Odontologia para obtenção de modelos totais ou parciais, tanto de estudo quanto de trabalho. Quando do seu emprego pelos clínicos em geral, um procedimento que parece não ser alvo de muitos cuidados é a adequada dosagem do pó e da água, um dos vários aspectos que podem influenciar suas propriedades. Idealmente, o pó do alginato deveria ser pesado, e não medido volumetricamente, como usualmente é feito por meio de conchas-dosadoras, pois as possíveis variações ao se fazer este tipo de dosagem poderiam trazer efeitos deletérios ao molde. Pareceu oportuno estudar eventuais alterações lineares, em modelos de gesso pedra, obtidos a partir de moldes de alginato, cujas dosagens de pó foram efetuadas de 3 diferentes modos de compactação: sem, suave e forte.
Material e Método
Toda
a fase experimental desta pesquisa foi realizada am ambiente com temperatura
de 23 (+-2)ºC e umidade relativa do ar de 50 (+-10)%.
Em todo ensaio as porções necessárias dos materiais (que
encontram-se relacionados no quadro da figura 1) eram pesadas em uma balança
eletrônica da marca Sauter, modelo K1200, com acuidade de 0,01g, fabricada
por August Sauter Gmbh, em Ebingen, na Alemanha.
A espatulação dos materiais citados era efetuada com gral de borracha
e espátula de lâmina metálica, utilizando-se água
deionizada, vertendo-se o pó sobre a água previamente medida.
Figura
1 Relação dos materiais ensaiados neste estudo |
|||||
| Material | Marca | Fabricante | Data de fabricação | lote | Validade (até) |
| Alginato 1 | Avagel Tipo I | Herpo Produtos Dentários Ltda. Rio de Janeiro - RJ | 09/1998 | 4193B | 30 meses após a data de fabricação |
| Alginato 2 | Hydrogum Tipo I | Zhermack S.p.A - Rovigo - Itália | 05/05/1998 | A8101B | 05/05/2003 |
| Alginato 3 | Jeltrate Tipo II | Dentisply Indústria e Comércio ltda - Petrópolis - RJ | 10/1998 | 42393 | 30 meses após a data de fabricação |
| Gesso Pedra | Herodent | Vigodent S/A Indústria e Comércio- Rio de Janeiro - RJ | Não consta | Não consta | Outubro de 2003 |
Procedimentos efetuados com a placa metálica de testes.
Na
figura 2 pode-se observar o desenho esquemático da placa metálica
utilizada (originalmente indicada pela ADA para avaliação da capacidade
de reprodução de pormenores dos alginatos e gessos), com a região
de interesse (para o presente estudo) delimitada pela circunferência
traçada com linha pontilhada, dentro da qual encontram-se duas marcas
(que distam aproximadamente 20,0 mm entre si) as quais foram confeccionadas
martelando-se uma esfera metálica de 1,0mm de diâmetro contra a
superfície em questão. Entre as duas marcas referidas, encontra-se
o conjunto de sete sulcos paralelos entre si e a linha de referência perpendicular
a estes, aqui denominada linha A.
A medição da distância entre as duas marcas de referência
era realizada em um microscópio comparador, fabricado por Mitutoyo MFG
CO Ltd no Japão, com capacidade de leitura na extensão máxima
de 25,0mm e acuidade de 0,005mm (5micras) cuja lente ocular possibilitava um
aumento de 15x e a objetiva de 2x. Tal leitura era realizada três vezes,
tomando-se então a média como a distância entre as duas
marcas. Esse ciclo foi efetuado por dez vezes para a citada placa, simulando
a existência de 10 exemplares semelhantes, para possibilitar a aplicação
do tratamento estatístico.
Figura 2 - Desenho esquemático da placa metálica de teste onde pode ser observada a região de interesse (delimitada pela circunferência pontilhada), na qual encontram-se as duas marcas.

Procedimentos efetuados com os alginatos
Numa
fase preliminar, as conchas-dosadoras dos pós dos respectivos alginatos
foram utilizadas para se fixar quantidades em peso. Para cada alginato, o pote
era várias vezes movimentado, para revolver-se o pó, e assim promover-se
sua homogeneização. Após cerca de 30 segundos, com a respectiva
concha, eram tomadas 3 doses, de 3 formas diferentes, cujo peso total era verificado
na balança já referida. Após o medidor ser preenchido com
o pó (sempre em ligeiro excesso), a dosagem era realizada de um dos seguintes
modos: (1) para se obter o que não se denominou pó não
compactado, a espátula era simplesmente passada sobre a concha, de modo
a se obter uma medida rasa; (2) para a condição denominada pó
suavemente compactado, a diferença, em relação à
situação anterior, consistia numa compressão suave do material
dentro do dosador com o auxílio da espátula, antes de sua passagem
sobre o medidor e (3) para a condição pó fortemente compactado,
semelhante á anterior, uma compressão bastante vigorosa, tornava
necessária a colocação de quantidades adicionais de pó
antes da planificação referida.Cada um destes métodos de
dosagem foi individualmente realizado por três vezes, para cada um dos
alginatos, permitindo a obtenção dos pesos em expressos (em gramas)
na Tabela 1, onde inclusive estão indicadas as respectivas médias
aritméticas, as quais foram as quantidades utilizadas em cada condição
específica deste experimento; para cada situação específica
foi verificado, em testes preliminares, o respectivo tempo de geleificação.
De forma semelhante ao que foi feito para o pó, o volume de água
corresponde a 3 doses, necessárias para a devida espatulação,
também foi estabelecido através de uma proveta de vidro, tendo
sido encontrado coincidentemente o mesmo valor de 56ml para os três copos
dosadores fornecidos pelo próprio fabricante, quantidade essa utilizada
na presente pesquisa.
Quando dos procedimentos de moldagem, a placa metálica de testes era
acomodada em um suporte confeccionado em resina poliestirênica, cuja tampa
apresentava um orificio circular, com diâmetro ligeiramente maior que
o das moldeiras que seriam utilizadas, de forma a acomodá-las e servir
de guia.
Aplicava-se em todo o quadrante da região de interesse da placa metálica,
um líquido isolante (constituído por 1,0g de cera V P 6456, fabricada
por Hoeschst, Alemanha, dissolvida em 10,0ml de benzina), com o auxílio
de uma pequena porção de algodão, preso a uma pinça
clínica, e que após a secagem era removido apenas das marcas circulares
utilizando algodão embebido em xilol.
Foi efetuado um total de 90 procedimentos de moldagem, sendo 30 para cada alginato
e 10 para cada condição específica, cuja ordem de efetuação
das moldagens, com os 3 materiais, nas 3 condições descritas,
era estabelecida por sorteio.
O tempo de espatulação
foi de 30 segundos, para o Avagel e o Hydrogum e de 1 minuto para o Jeltrate.
As moldeiras metálicas utilizadas, com 5,0cm de diâmetro interno
e 1,6cm de profundidade, apresentavam orificios circulares com 2,0mm de diâmetro
e com 2,0mm de distância (que promoviam adequada retenção
do material de moldagem). Ao ser carregada com a mistura recém espatulada,
a moldeira era manualmente comprimida contra a região de interesse da
placa metálica, procedimento orientado pelo orifício-guia da tampa
acrílica. Esta pressão manual era mantida por um minuto além
dos tempos expressos na tabela 1, para cada condição; aguardava-se,
então, mais dois minutos ao final dos quais o molde era removido da placa.
Os modelos de gesso foram confeccionados obedecendo a recomendação
do fabricante de se utilizar a proporção água/pó
(A/P) de 30/100 em peso o tempo de espatulação foi de 1 minuto.
Após o manipulado o gesso era vazado logo após a remoção
do molde, no interior de um dique confeccionado em torno da moldeira usando-se
fita adesiva de papel crepe. Para a confecção de cada modelo,
foram utilizados 40,0g de gesso com 12ml de água deionizada. Após
60 minutos ( contados a partir do início da espatulação),
o modelo era separado do respectivo molde, para serem imediatamente efetuados
os procedimentos de medição.
| Alginato | Pó | 1 peso (g) | 2 peso (g) | 3 peso (g) | Média (g) | Tempo de geleificação |
| Avagel A | Não Compactado (ANC) | 21,98 | 20,32 | 20,75 | 21 | 2min 45seg |
| Suavemente Compactado (ASC) | 29,50 | 30,12 | 27,28 | 29 | 2min 45seg | |
| Fortemente Compactado (AFC) | 33,52 | 32,85 | 32,96 | 33 | 1min 45seg | |
| Hydrogum | Não Compactado (HNC) | 25,60 | 28,22 | 27,00 | 27 | 2 min 45 seg |
| Suavemente Compactado (HSC) | 35,02 | 34,55 | 33,98 | 35 | 2min | |
| Fortemente Compactado (HFC) | 37,55 | 38,55 | 37,46 | 38 | 1min 50seg | |
| Jeltrate | Não Compactado (JNC) | 22,20 | 21,80 | 22,10 | 22 | 2min 45 seg |
| Suavemente Compactado (JSC) | 25,90 | 26,40 | 25,70 | 26 | 2min 30seg | |
| Fortemente Compactado (JFC) | 31,20 | 30,20 | 29,80 | 30 | 2min |
Avaliação da expansão normal de presa do gesso
Para detectar-se a influência que a expansão normal de presa do gesso exerce no processo, foram confeccionados 10 moldes com este material da região de interesse da placa, utilizando-se moldeira confeccionada com um anel de 1,65 cm de altura de um tubo plástico de cloreto polivinílico (PVC), com diâmetro externo de 2 polegadas (5,08cm) e diâmetro interno de 4,78cm que foi seccionado longitudinalmente ao meio, para interferir o mínimo possível no processo; suas duas metades eram mantidas juntas por um anel de elástico, antes do vazamento do gesso no seu interior. Para a confecção desses moldes de gesso, foram usadas as mesmas quantias de água e pó descritas para os modelos. Por volta de 13 minutos, contados a partir do início da espatulação, ao se detectar a perda de brilho do material, o anel elástico era envolvido com o auxílio de uma sonda exploradora, já que neste momento estaria ocorrendo a presa inicial, juntamente com as primeiras manifestações da expansão normal de presa. Decorridos 40 minutos, contados do início da mistura, o anel plástico era removido, o molde de gesso separado da placa, colocado sobre a bancada de trabalho, aguardando-se mais 20 minutos para se efetuar as respectivas medições.
Resultados
Utilizando-se
os critérios de medição descritos no capítulo anterior,
foram obtidos os valores (expressos em mm) constantes da Tabela 2, relativos
a distância entre as duas marcas nos moldes de gesso e nos modelos confeccionados
a partir dos três alginatos, nas três condições de
compactação. Nesta tabela, cada número (exceto os ressaltados
em negrito) representam o valor médio (em micrometros) obtido após
efetuar-se um ciclo de 3 leituras em cada corpo de prova, apesar de ter sido
usada uma única placa metálica, foram efetuados dez diferentes
ciclos de leituras para ela, simulando uma situação que tivesse
existido dez diferentes espécimes. Na primeira coluna (designada cp)
encontram-se os números dos dez corpos de prova, para cada condição;
nas demais colunas, encontram-se os valores para a placa (P), para os moldes
de gesso (G) e para modelos de gesso obtidos a partir dos 3 alginatos, cada
um deles nas condições não compactado, suavemente compactado
e fortemente compactado, representados pelas siglas ANC, ASC, AFC, HNC, HSC,
HFC,JNC, JSC e JFC. Ainda nesta tabela, estão registrados em negrito
os valores, para cada coluna, da média (x) e respectivo desvio padrão
(dp).
Para ilustração das médias expressas na tabela 2 foi confeccionado
o gráfico da figura 3. Aos valores da Tabela 2, foi aplicada uma análise
de variância a 1 critério, modelo fixo, ao nível de significância
de 1% e foram obtidos os resultados que compõem a tabela 3.
Em função da análise estatística de variância
ter apontado a existência de diferença significante entre os grupos,
foi efetuado um teste de Tukey, a o nível de significância de 1%
cujos resultados encontram-se na tabela 4, no qual somente estão listadas
as comparações relevantes. O número que antecede cada comparação
tem a finalidade de facilitar o trabalho de discussão dos resultados.
Discussão
Procurou-se
controlar ao máximo possível as variáveis envolvidas no
processo, seguindo-se as especificações pertinentes(ADA) e/ou
tomando-se decisões racionais, como: 1) condições ambientais
da sala utilizada, como recomendado por APPELBAUM, ASGAR, ELLIS, LAMB, HARRIS,
SKINNER, CARLISLE e SKINNER, HOBLIT; 2) uso de água deionizada, para
evitar a eventual interferência de minerais nela dissolvidos, de acordo
com APPELBAUM.
A utilização de gral de borracha e espátula ocorreu em
função deste método ser sabiamente mais utilizado, como
apontado nos trabalhos de ANUSAVICE, MEZZOMO, FRASCA E SEIXAS. Quando da manipulação,
o pó era vertido sobre a água para facilitar sua dissolução,
evitando a formação de massa grumosa e incorporação
de bolhas, omo já alertavam ANUSAVICE, APPELBAUM E SEIXAS.
O isolante foi aplicado na placa metálica, pois nos testes preliminares,
constatou-se a aderência de alginato geleificado sobre ela, após
algumas moldagens.
O tempo de espatulação usado para o Hydrogum e Jeltrate foi o
recomendado pelos fabricantes; entretanto para o Avagel, este foi estabelecido,
nos testes preliminares, o necessário para "a mistura obter uma
cor rósea homogênea", pois esta é a orientação
do fabricante.
Também em testes preliminares foi constatada a existência de diferentes
tempos de geleificação (tabela 1) para as diferentes condições
de cada alginato o que concorda com observações relatadas por
ANUSAVICE, CASWELL E MEZZOMO, FRASCA. Tais tempos foram estabelecidos através
da verificação do momento (em relação ao início
da espatulação) em que o material deixasse de aderir à
lâmina de uma espátula tipo Le Cron, nele introduzida em intervalos
de 15 e 5 segundos, após os quais era limpa. A manutenção
da pressão sobre a moldeira por um minuto além do tempo de geleificação
de cada alginato visou garantir o término deste processo de forma homogênea.
A espera de mais dois minutos (agora sem compressão) além do anterior,
tinha o objetivo de alcançar-se o tempo classicamente recomendado por
ANUSAVICE, ASGAR, DONNISON, DOCKING, ELLIS, LAMB, PHILLIPS,PRICE, REINKING,
RUDD, SKINNER, POMÉS e SEIXAS, para a remoção do molde,
pois somente então o material atinge adequada resistência ao rasgamento
e frente a deformações plásticas.
Como o fabricante não estabelece de quanto deveria ser o tempo de espatulação
do gesso, este foi estabelecido em 1 minuto, apoiando-se em conhecimentos básicos,
como descrito por ANUSAVICE.
Já que em testes preliminares observou-se que o tempo de presa final
do gesso utilizado acontecia por volta de 30 a 35 minutos ( constatado pela
agulha maior de Gillmore), a remoção dos modelos era efetuada
aos 60 minutos, por ser este tempo adequado com uma grande margem de garantia.
Para avaliar a expansão normal de presa do gesso, foi utilizado o método
descrito para os moldes de gesso (e não aquele preconizado na norma nº25
da ADA), pois resultados preliminares apontaram-no como adequado. Tais moldes
eram confeccionados com as mesmas quantias de materiais utilizados para os modelos
e moldes de gesso apresentassem formas e dimensões semelhantes. A remoção
do elástico no momento descritivo evitava que o corpo de prova se deslocasse
precocemente da placa, e visava interferir o mínimo possível na
expansão do material.
O molde de gesso era separado da placa aos 40 minutos do início da espatulação,
após o que agradava-se mais 20 minutos para efetuar-se a medição
das distâncias entre as marcas (assim igualando-se às condições
temporais para a mesma medição nos modelos); este último
intervalo de tempo permitia uma quantidade de expansão livre, maior que
aquela que ocorreria caso sua remoção acontecesse aos 60 minutos,
fato também constatado nos testes preliminares e que se apoia nos resultados
do trabalho de VIEIRA, ARAÚJO.
TABELA 2 - Resultados das medidas das distâncias (expressas em mm), para os corpo de prove (cp), com suas médias (x) e desvios padrões (dp).


Na Tabela 4, estão apresentadas apenas as comparações relevantes entre os grupos, que serão descritas e discutidas a seguir, considerando-se que o parâmetro inicial é a distância entre sa duas marcas na placa metálica de testes.
TABELA 4 - Resultados do teste de Tukey ( nível de significância de 1%) aplicado aos valores da Tabela 3.
|
Comparações
|
P
|
|
1 |
P X G |
0,000171* |
2 |
P X ANC |
0,000171* |
3 |
P X ASC |
0,000171* |
4 |
P X AFC |
0,000171* |
5 |
P X HNC |
0,000171* |
6 |
P X HSC |
0,000171* |
7 |
P X HFC |
0,000171* |
8 |
P X JNC |
0,000171* |
9 |
P X JSC |
0,000171* |
10 |
P X JFC |
0,000171* |
11 |
G X ANC |
0,000171* |
12 |
G X ASC |
1,000000 |
13 |
G X AFC |
0,999595 |
14 |
G X HNC |
1,000000 |
15 |
G X HSC |
0,000171* |
16 |
G X HFC |
0,999544 |
17 |
G X JNC |
0,000171* |
18 |
G X JSC |
0,965378 |
19 |
G X JFC |
0,000208 |
20 |
ANC X ASC |
0,000171* |
21 |
ANC X AFC |
0,000171* |
22 |
ASC X AFC |
0,996800 |
23 |
HNC X HSC |
0,000171* |
24 |
HNC X HSC |
0,999888 |
25 |
HSC X HFC |
0,000171* |
26 |
JNC X JSC |
0,000171* |
27 |
JNC X JFC |
0,000171* |
28 |
JSC X JFC |
0,000171* |
29 |
ANC X HNC |
0,000171* |
30 |
ANC X JNC |
0,000171* |
31 |
HNC X JNC |
0,000171* |
32 |
ASC X HSC |
0,000171* |
33 |
ASC X JSC |
0,989693 |
34 |
HSC X JSC |
0,000171* |
35 |
AFC X HFC |
0,909836 |
36 |
AFC X JFC |
0,001066* |
37 |
HFC X JFC |
0,000172* |
CONCLUSÕES
Considerando-se tudo o que foi até aqui exposto, e aceitando-se que a distância estudada pode representar o tamanho dos modelos e moldes de gesso, os resultados obtidos permitem, com base no tratamento estatístico, concluir que:
ABSTRACT
Linear changes of stone casts have been obtained from three alginate impressions (Avagel, Hydrogum and Jeltrate), in three different ways of power compactation during measurement (without, slightly and strongly performed), identified by the initial letters of each alginate and compactation. Comparisons were made by analysing the distance between two marks of a metal block; in order to evaluate gypsum influence in the process, due to its normal set expansion, it was also used as an impression. Accepting that the studied distance express the gypsum models and moulds size, the statistical analysis permited to conclude that: 1 - stone impression were always larger than the original (0,4% medium expansion); 2 - models originated from the three alginates showed larger distances, 3 - among these casts, comparing them with stone impression, the majority presented s similarity, with JNC condition leading to bigger and ANC/HSC smaller casts; 4 - to the same alginate, in different compactation conditions, the obtained casts, presented differences between themselves; in light compacted condition, Hydrogum always leaded to casts with the original-like dimemensions.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Endereço para correspondência:
Disciplina de Materiais
Dentários- Departamento de Dentística, Endodontia e Materiais
Dentários.
Al.Dr.Octávio Pinheiro Brizolla, 9-75 Vila Universitária - CEP
17012-901 - Bauru-SP.